A Construtora Residencial DF reforma e amplia casas térreas em Ceilândia há mais de 15 anos, atendendo os Setores M e N (núcleo original da cidade) e os Setores O e P, região que nasceu em 27 de março de 1971 pela Campanha de Erradicação de Invasões (CEI), com a transferência de aproximadamente 82.000 moradores de ocupações irregulares de outras partes do DF. Segundo a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD 2021, CODEPLAN, publicada em julho de 2022), Ceilândia é a Região Administrativa mais populosa do Distrito Federal, com 350.347 moradores urbanos em 110.111 domicílios, com média de 3,18 moradores por domicílio — a maior média entre as RAs pesquisadas.
Renda e perfil dos domicílios. A renda domiciliar média de Ceilândia é de R$ 4.491,10, com renda per capita de R$ 1.727,50 e índice de Gini de 0,48 — a maior desigualdade de renda entre as Regiões Administrativas pesquisadas pelo PDAD 2021 (CODEPLAN, jul/2022). O estoque residencial é majoritariamente horizontal e de autoconstrução: 88,1% dos domicílios são casas fora de condomínio, o maior índice entre as RAs pesquisadas, reflexo direto da história de ocupação da região. Entre os domicílios próprios, 51,1% já estão totalmente pagos e 88,3% têm escritura definitiva registrada.
Clima e consequência técnica. Ceilândia está sob o clima Köppen Aw de todo o DF, com precipitação média anual entre 1.443 e 1.477 mm concentrada em novembro e dezembro, e período seco de maio a setembro, quando a umidade relativa cai a valores de um dígito. Em ampliações de puxadinho, comuns na região, essa característica exige atenção redobrada: lajes e vigas de amarração executadas com pressa durante a estação seca, sem cura úmida adequada, tendem a apresentar fissuração precoce na junção entre a estrutura original da casa e a área ampliada — ponto crítico de qualquer ampliação mal planejada.
Norma e regulação aplicável. As reformas e ampliações em Ceilândia seguem o Código de Obras e Edificações do Distrito Federal (COE-DF, Lei nº 6.138/2018, Decreto nº 39.272/2018), sob gestão da SEDUH/GDF. A Caixa D’Água de Ceilândia, marco da região, foi tombada em 2013. O estoque residencial da cidade é majoritariamente de autoconstrução consolidada desde os anos 1970 e 1980, o que faz da ampliação de puxadinho — construção informal comum na região, geralmente sem projeto aprovado — uma demanda recorrente que exige regularização junto à SEDUH antes ou durante a obra de reforma.

