A Construtora Residencial DF executa projetos de paisagismo e área externa há mais de 15 anos, com obras entregues em condomínios horizontais do Jardim Botânico como Condomínio Verde, Jardim Botânico I a VI, Mansões Itaipu, Quintas da Alvorada e Solar da Serra, no Setor Habitacional Tororó. O Jardim Botânico tem uma particularidade regulatória que molda diretamente qualquer projeto de área externa na região: a maior parte do território está dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) da Bacia do Rio São Bartolomeu, o que exige licenciamento ambiental específico para intervenções em condomínios, com atenção especial a drenagem de água pluvial e manejo de solo.
Fato local 1 — população e renda
Segundo a PDAD 2018, o Jardim Botânico tinha 32.476 habitantes, com idade média de 34,3 anos, população relativamente jovem. A renda domiciliar estimada era de R$ 15.690,40, com renda per capita de R$ 5.861,90, colocando a RA no Grupo 1 de alta renda do Distrito Federal. A RA foi criada oficialmente em 2004, embora a ocupação informal da região tenha começado ainda nos anos 1980, o que explica a coexistência de condomínios horizontais consolidados com áreas de urbanização mais recente.
Fato local 2 — clima e consequência técnica
O regime de chuvas do DF é concentrado em novembro e dezembro, com precipitação média anual entre 1.443 mm e 1.477 mm, seguido de estação seca prolongada até setembro. Para projetos de paisagismo e área externa no Jardim Botânico, essa concentração de chuva tem um peso adicional: como grande parte da região está dentro da APA da Bacia do Rio São Bartolomeu, o manejo correto da água de chuva — evitando escoamento superficial concentrado que carreia sedimento para os cursos d’água da bacia — é parte obrigatória do projeto, não um item opcional de acabamento. Isso significa dimensionar corretamente jardins de chuva, valas de infiltração e pavimentação drenante nas áreas externas, especialmente em condomínios onde parte do saneamento ainda é feito por fossa e sumidouro.
Fato local 3 — regulação ambiental específica
A condição de a maior parte do Jardim Botânico estar dentro da APA da Bacia do Rio São Bartolomeu torna o licenciamento ambiental obrigatório para intervenções em condomínios da região, com exigência de compensação florestal quando há supressão de vegetação, elaboração de Plano de Controle Ambiental (PCA) e monitoramento de drenagem. Outro ponto que verificamos antes de projetar áreas externas com movimentação de solo é a existência de sítio arqueológico identificado na região, com vestígios de ocupação humana antiga, que já motivou restrição e suspensão de obras em pontos específicos do Jardim Botânico. Não se trata de impedimento generalizado, mas de um cuidado técnico prévio necessário antes de qualquer projeto que envolva escavação ou terraplenagem.

